Sobre desapegos e recomeços

Que coisa engraçada que é mudar de cidade. Depois de oito anos, eu não me sinto como se estivesse indo mesmo. Parece que só estou indo passar férias na casa dos meus pais, como sempre faço nesta época do ano. E esta situação toda combina muito com um texto que escrevi no meio deste ano, que reescrevo aqui:

“Muitas vezes temos que escolher. Escolhas fazem parte da nossa vida constantemente. Para pegarmos uma coisa, temos que soltar outra, minha mãe sempre diz. E esta é uma lição difícil de aprender.

Desde o final da graduação (que já faz mais de um ano – agora quase dois) até agora, as escolhas tem sido bastante recorrentes na minha vida. Ficar ou ir? Trabalhar para pagar as contas ou se dedicar a um projeto pessoal? Em que dedicar o meu tempo livre? Qual o próximo passo? Estas respostas a gente nunca sabe.

E nunca saberemos o que vai dar certo e o que não vai. E o desapego já começa aí. Temos que desapegar de certas ideias sobre nós mesmos e dar a cara a tapa. Simplesmente fazer sem saber o que virá depois, se arriscar.

E nos últimos anos sinto que me arrisquei e aprendi muito com todas as experiências e pessoas que cruzaram o meu caminho, como nunca havia acontecido antes. Nunca aprendi tanto e talvez o maior aprendizado tenha sido o de acreditar em mim mesma. Pois sempre fui dessas, meio medrosas, meio inseguras, que nunca acham estar prontas. Mas aí é que está: nunca estaremos prontos. Nunca estaremos preparados. E o melhor a fazer é desapegar. Desapegar da idéia de que temos tudo sobre controle, porque nunca teremos.

Desapegar da insegurança. Desapegar do que não está bem e do que não nos faz bem. Desapegar das pessoas e de nós mesmos, do nosso ego e da nossa vaidade, do que os outros irão pensar de nós. Desapegar para alçar novos vôos, para encerrar. Desapegar para um novo ciclo começar. Desapegar das angústias e das incertezas. Desapegar para deixar o novo entrar.”

E 2015 vai começar com um recomeço. De Floripa, vou levar muitos aprendizados, um companheiro, um gato lindo e amigos que viraram família. O que mais eu poderia querer?

Sentimento de gratidão e uma esperança boa por tudo que está por vir. Àqueles que cruzei neste meio tempo, o meu muito obrigada. ♥

Registro da primeira manhã do ano na praia da Armação, Florianópolis-SC.
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