adeus desculpas

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Moro em Florianópolis desde setembro de 2006 e posso dizer que além de estudar, fazer trabalhos, sair com os amigos, etc, eu passei a maior parte do tempo reclamando.

Não que isso já não seja um dos traços da minha personalidade (eu costumo dizer que eu não reclamo, eu só pontuo a verdade. hahaha sou uma realista). Bem, enfim, passei grande parte do tempo reclamando de Florianópolis. Queria ir embora, me sentia enterrada e num fim de mundo.

E hoje, alguns anos mais tarde, é que eu posso perceber quanto tempo eu perdi reclamando. Percebi que se eu não gostava de Florianópolis, era em grande parte por minha culpa.

Florianópolis é uma cidade carente em transporte público e equipamentos de lazer e cultura, porém, a gente tem que ser inteligente o bastante para saber aproveitar tudo o que há de bom em qualquer lugar que a gente esteja.

E foi só agora que eu estou aprendendo a enxergar as coisas assim. A gente vive inventando desculpas para não fazer as coisas (“é tudo muito longe”, “eu não tenho carro”, “estou cansada”, “não tenho dinheiro” – alguma dessas te soa familiar? eu era a rainha dessas desculpas) e a verdade é que as coisas dependem mais da gente mesmo e de mais nada.

E nesse último ano, minha vida aqui esteve boa como nunca. Foi o ano que eu resolvi mexer a bunda e sair da inércia. Fiz cursos, comecei o Volver, conheci pessoas incríveis, fiz passeios que eu nunca tinha feito antes, fiz meu tcc e voltei a andar de bicicleta.

Exemplificando e resumindo, sábado fez um dia lindo. Fresco, quase frio mas com um sol lindo. Fomos andar de bicicleta com nossos amigos. Fomos até a ponte pela Beira Mar e depois voltamos, paramos no mercado, compramos pães de queijo e cervejas de trigo. Sentamos no sol e ficamos ali por um tempinho. Na volta, passando por um banquinho, falei pro Romullo que queria parar.

Este banquinho, me lembro muito bem, foi o mesmo que vi do ônibus de excursão que nos levava para fazer vestibular no final de 2005 (eu e um monte de gente do meu colégio em São José dos Campos). Lembro de ter pensado comigo “se eu morar aqui, vou vir sempre nesse banquinho”. Aham. Nunca me sentei lá. Nunca nem tinha ido ali de bicicleta. Até domingo passado.

E eu fiquei feliz de estar fazendo pelo menos umas das coisas que eu sempre quis fazer e nunca fiz.

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