pensamentos no papel

papel artefacto
depois que eu li no blog do nimbu um post sobre ’30 maneiras de se manter criativo’, me senti bem inspirada a fazer pelo menos alguns itens dali e resolvi carregar por aí um caderninho no qual eu havia me proposto desenhar enquanto estivesse aqui com bastante tempo livre, mas que na verdade eu usei poucas vezes.
bom, o que interessa é que eu me forcei a tentar desenhar mesmo sendo péssima nisso, escrevi idéias que me vinham à cabeça, alguns pensamentos e ‘insights’. achei bem interessante e de fato colocar as coisas no papel  faz com que a gente veja conexões entre as coisas que pensamos e essa linha de pensamento pode ajudar muito.
também quando eu vim pra cá, pensei que seria o tempo perfeito pra que eu pudesse pensar no meu tcc de alguma forma. pensei pouco. nunca escrevi sobre ele aqui. nunca pensei em nada muito concreto, mas gostaria de transcrever aqui uma página do meu caderno sobre algumas coisas.
a título de catalogação de idéias mesmo. aí vai:


“tcc.pensamentos: uma das palavras-chave que me ocorreu há algum tempo atrás foi ‘pele’. Isso foi depois de ir na instalação do Anish Kapoor e o Jean Nouvel mencionar a palavra ‘pele’.
Tentei achar alguma coisa escrita sobre esse conceito na internet, mas não tive sucesso. Já a outra palavra-chave ‘dobra’, foi mais fácil.
No ônibus para o aeroporto comecei a pensar sobre as coisas que eu queria fazer. Sempre teve esse negócio da roupa, das dobraduras em papel e eu queria que de alguma forma essas duas coisas se ligassem com a arquitetura. Eu gostaria de produzir algo ‘arquitetônico’ no meu trabalho, afinal é uma escola de arquitetura.
Mas estes são só os produtos. O Diego sempre me alertou para o fato de que eu precisava de algum ‘porque’, algum conceito que justificasse a validade desse meu produto final. Foi assim que eu cheguei nas palavras ‘dobra’ e ‘pele’.
E agora no ônibus lembrei que ‘pele’ sempre esteve presente na obra do Hundertwasser. Nem me lembro mais como escreve. Mas sei que era um dos conceitos-chave dele. A nossa pele, o nosso corpo como a primeira pele, a roupa como segunda pele e a casa como terceira pele. 
Lembro que na segunda fase, em 2007(!), eu fiquei fascinada com as coisas dele, tive que estudá-lo para um trabalho e fiquei realmente atraída por esses conceitos. Principalmente o das roupas. Ele mesmo fazia suas próprias roupas à mão. Nessa época, eu resolvi que ia fazer coisas assim também, mas o máximo que produzi foi uma bolsa toda feita a mão, singular na sua imperfeição. Ela era toda torta e feia, mas eu realmente a usava.
Talvez o fato da ‘vaquinha’ do Diego (de novo) ter como tema/inspiração o próprio Hundertwasser, tenha refrescado a minha memória. Mas só liguei os pontos agora. 
Chegando em Paris vou procurar mais sobre esses conceitos que podem ser a cola que estava faltando. Aeroporto Praga – 20.06.2011″



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pensamentos no papel

One thought on “pensamentos no papel

  1. muito legal, paula. sempre fico nessa vontade de carregar um caderninho de ideias. pq tanta coisa se perde com a memória fraca né? eu mesma esqueço até o que disse a 2 minutos atrás :/ quem sabe eu retome a velha empolgação (originada agora tbm pelo seu post) e faça o mesmo. até pq, justamente, a hora do tcc tá aí, batendo na porta!! 😉 espero que esse teu insight te dê bastante frutos!! boa sorte, beijão.

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