hoje de tarde

eu saí por aí. eu e eu mesma. o dia estava tão bonito, a temperatura tão boa. não queria que a tarde acabasse nunca. aproveitei pra fazer caminhos diferentes. 
fui deixar um postal no correio e em vez de pegar o caminho de sempre, voltei pelo lado oposto. ótima idéia. st. cloud (onde eu estou morando) é um lugar bem agradável, preciso conhecer mais. chegando à estação de trem uma vista da torre tão linda, que eu nunca tinha visto. e ela parecia tão perto. pensei que era uma pena não ter trazido a máquina fotográfica.
depois fui lá pro centro, em st michel. estava a procura de um dicionário francês-francês (porque tá dificil viu? haha) achei por 2 euros. na loja tinha uma parte de papelaria e como de costume, fiquei lá namorando as coisas. porque embora eu não use quase nada do que tem ali, adoro ver e tenho vontade de comprar tudo. haha
comprei um bloquinho e 2 lápis. não é de hoje que eu estou pensando em usar meu tempo livre pra aprender de vez por todas a desenhar. há umas semanas atrás até comprei um livro de ‘como desenhar o corpo humano’. tava 2,50. achei barato e bom pra me incentivar. mas ainda não comecei a testar.
saí da loja, olhei pro lado. vi a notre dame, tão linda. que eu fui em direção a ela. no caminho, vi um monte de gente sentada na beira do sena pegando um sol. parei ali. desci uns degraus e achei um lugar bom pra me sentar, tomar um gole d’água e comer as bolachinhas que eu tinha na bolsa. 
sentei, tirei meu bloquinho pra fora e enquanto eu ia comendo as bolachas, fui desenhando o que eu tinha na minha frente. uma ponte, o rio, umas arvores ao fundo, alguns prédios, os bateaux-mouches passando.
mesmo que o resultado do meu desenho-mais-ou-menos tenha sido muito mais ou menos, achei tão gostoso, estar ali onde eu estava. estava feliz. 
fiquei lá por um tempo. depois subi os degraus e ali na ponte que eu tinha desenhado tinha uns músicos muito legais. uma dupla tocando uma musiquinha muito agradável com seus violões. eles usavam terninhos, tinham cabelos legais e um monte de gente parava pra ouvir. 
pensei de novo que eu queria ter uma máquina, filmar, sei lá.
virei à esquerda e fui até a notre dame, a fila tinha diminuído, resolvi entrar. nunca tinha entrado antes. lá dentro é uma coisa que a gente não entende muito, mas sente. o que me incomoda só é o comércio todo que tem lá dentro. é meio irritante, aquelas velinhas de 5 euros, medalhinhas, aquela coisa toda. 
daí eu vi uma mulher tirando uma foto de um lustre antigo com sua câmera digital, como tantos outros turistas e não-turistas. e pensei que ela estava distante do que ela estava tirando foto, não só fisicamente. aquela foto não vai significar nada pra ela quando ela a vir de novo. 
e achei bom não ter uma máquina. achei bom olhar tudo com meus olhos e não com as lentes. saí de lá e achei bom andar na rua, com o sol na cara. livre de ter que captar um momento pra sempre com alguma coisa. eu já estava fazendo isso, só que do meu jeito. e acho que ele é muito melhor. 
mas isso não quer dizer que eu não queira tirar mais fotos, claro. haha
meu passeio continuou e óbvio que ele terminou lá nos brechós do marais. 😦 
e hoje foi isso. senti vontade de escrever. e escrevi. 
até a próxima.
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