Interiores – Woody Allen – 1978

Ontem assisti este filme e me deu vontade de escrever. Porém, eu não vou escrever sobre o filme em si, uma resenha, porque isso eu não sei fazer e não é do meu interesse saber fazer isso também. Acho que os filmes assim como todo tipo de arte estão aí para serem compreendidos de maneira diferente por cada pessoa, que o compreende a partir de suas experiências e bagagens anteriores. Enfim.
O que eu quero escrever é sobre como o cenário e as cores utilizadas nele e no figurino caracterizam as personagens e o modo como vivem por si só. 
O que a gente vê o filme todo é uma decoração em tons frios e pálidos, assim como as personagens dessa família, que se vestem somente em tons de cinza, marrom e bege. Aliás, bege é a expressão que eu utilizo muitas vezes quando eu quero dizer que alguém e muito sem graça. ‘Tal pessoa é tão bege’. 
Estas personagens vivem nesse mundo bege, com suas roupas beges, numa atmosfera cinzenta. 
São três irmãs: Renata, uma escritora que sofre de um bloqueio criativo, casada com um também escritor que se sente inferior a ela; Joey, que ainda não se achou na vida e não sabe como se expressar e Flyn, uma atriz que gostaria de ser levada mais a sério em seu trabalho (esta é meio distante e não é tão bege como as irmãs, as roupas delas são mais neutras e aparece pouco no filme).
A mãe das meninas sofreu um colapso nervoso e tenta se ocupar com projetos de decoração (todos cinzentos e beges) desde que seu marido resolveu separar-se, aos 63 anos de idade.
O pai parece ter se cansado da vida bege-cinza e encontrou numa outra mulher o que não obtinha de seu antigo casamento. 
E está mulher é a unica cor de todo filme.
Ela se diferencia em tudo do modo como vivem as pessoas do mundo bege. Joey diz ao pai que não sabe como ele pode trocar sua mãe por essa mulher vulgar.
É o vermelho que traz uma vulgar leveza àquela atmosfera densa-bege-intelectualizada. Certamente há um confronto entre esses dois mundos diferentes. 
Mas isso já é mais pro final do filme e eu estou com preguiça de escrever mais.
Foi uma breve tentativa de escrever as coisas que pensei sobre a representatividade e o papel das cores nesse filme e a diferença que certas escolhas podem fazer. 
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Interiores – Woody Allen – 1978

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