Ás vezes eu perco meu precioso tempo procrastinando. Hoje estou procrastinando porque nao quero ler sobre o ideal de beleza de Platão, Sócrates e etc. E decidi que não vou ler não. Preguiça de viver.
Procrastinei agora lendo meu blog de adolescente. Ás vezes eu perco meu tempo fazendo isso. Me bate uma nostalgia, mas não positiva. Tenho preguiça dos fatos que eu tentava expor por meio de metáforas, meias palavras e etc.
Mas tem algo nesses posts que me impressionam. Eu escrevia de uma maneira solta, sem pretensão nenhuma. Era viceral. Eu escrevia o que eu sentia. Escrevia e descrevia os sentimentos com palavras que se hoje eu tentasse escrever, nao conseguiria. Tem um post que achei impressionante: eu descrevo um sonho que eu tive. E ler aquilo me deu arrepios. Descrevi tudo tão bem, me lembrei do sonho e não sei porque achava que ele tinha sido sonhado a menos tempo. As coisas passaram muito rápido. Eu achava que os anos iam demorar demais pra passar. Eu não tinha a mínima noção. Não tinha noção de que as coisas passam, não tinha noção da falta que eu sentiria da minha familia, não sabia que eu ia morar longe. A gente não sabe o que nos espera, nunca. O post tomou outro rumo. Nem era isso que eu queria tentar escrever. E é bem isso que me incomoda. Eu não sei mais escrever daquela maneira, solta, verdadeira, com inspiração. Por outro lado, eu não tenho nenhum problema real na minha vida atual. Tudo está bom. Sem dramas. Desde aquela época eu não tive nenhum drama. A não ser saudade. Mas saudade é um sentimento que eu consigo lidar bem. Não me tira do meu equilíbrio. Será que nessa vida as coisas precisam estar ruins pra gente ter um ‘ato criador’, nos sentir inspirado, escrever/fazer coisas de um modo diferente?
Sabe? Agora que eu escrevi isso aí em cima, eu percebo que não. Ultimamente tenho me sentido muito inspirada com uma porção de coisas. Tenho pensado e visto muita coisa diferente. Sei que eu estou acumulando material pra mim. E não preciso afirmar nada pra ninguém.
Bom, eu só queria escrever sobre como eu fiquei estarrecida com o que eu estava lendo. Parecia uma coisa extra-corpórea, que não fui eu que escrevi. E de fato não foi.
Acho chato só que hoje eu sou assim: dura pra escrever. Escrevo, apago. Se escrevo e posto, fico olhando aquele post cretino e acabo ou deletando (deletei um blog todo nas férias), ou fazendo edições nos post. Creio que com a idade o senso crítico ou auto-crítico da gente tende a aumentar. Ou não, né? Isso não é uma regra. Não sei se isso é bom ou ruim. Não queria ser tão travada e confiar mais em deixar expressa minha opinião. Antes eu não tinha problemas. Naqueles posts eu falava tudo o que eu queria, falava sobre besteiras e coisas ‘sérias’ e não ligava. E as coisas não são sérias na verdade. Tudo que está escrito aqui não é pra ser sério. É só pra ser.
Enfim, estou cansada. Acho que ‘superei’ o que eu estava sentindo. haha e não era nada demais.
Vou ler. Tchau.

ps. e não vou reler o post. (mentira, vou sim. quem eu quero enganar?)

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