Costa da Lagoa

No final de semana passado, eu e meu grupo de Urbanismo III, meus queridos Vini e Karine, fomos visitar nossa área de estudo (o Romullo foi à tiracolo, pois queria conhecer o lugar). Nunca tinha ido até a Costa da Lagoa, então a decisão de fazer a disciplina por lá não foi minha, mas me interessei logo quando me contaram do que se tratava. Parecia realmente algo muito interessante e peculiar.
Só se chega até às centralidades da Costa por uma trilha, ou de barco. Optamos por fazer a viagem de barco que durou cerca de uma hora. Então imaginem ir pela trilha. Não, ainda não.
Pois bem, descemos por um dos inúmeros trapiches que existem ao longo da Costa, que funcionam como pontos em que o barco passa de hora em hora, e fomos em direção a algum dos muitos restaurantes que existem por ali. Mas paramos um pouco longe pra podermos caminhar e conhecer melhor o lugar.
O que achei mais peculiar foi que ali não existe nenhuma divisão formal de lote ou terras. Os fundos das casinhas, dos restaurantes, dão todos para uma mesma área comum onde a gente encontra a louça do restaurante secando, o varal das casas e pessoas que se encontram ali e ficam conversando.
Demos muita sorte de encontrarmos o Evandro, que estava levando a dele numa cadeira de rodas pela trilha em direção ao mar pra ela passear um pouquinho. Os meninos foram ajudar ele com a cadeira e acabamos parando pra conversar com ele numa dessas áreas comuns das quais falei antes.
Ele nos deu várias informações sobre a Costa, além de dar sua visão pessoal de lá. Disse o por que de ter ido embora, quais os problemas que na opinião dele eram principais ali, o que a gente achou muito útil pois já nos deu várias diretrizes para intervir na área.
O que foi extremamente legal foi que enquanto conversávamos ali com ele, foram chegando essas mulheres (todas vinham falar com a do Evandro – que eu esqueci o nome – perguntar como estava e tals, essas coisas de vizinhança), super receptivas, entrando no papo, dando também sua opinião das coisas, falando com a gente com uma naturalidade tão grande, como se a gente nem fosse de fora-com-cara-de-turista-com-máquina-fotográfica. Achei super demais. Com certeza essa experiência já contribuiu com o trabalho que mal começou.
Depois disso, andamos mais um pouco, vimos coisas bem legais enquanto eu arfava trilha adentro. hahaha Bom, o que não dá pra detalhar muito por aqui mesmo porque ainda vamos fazer uma análise detalhada disso, é que não existe um tipo só de ocupação na Costa. Esse tipo de centralidade formada por uma população nativa a qual nós vamos focar, não é exclusiva Existe uma ocupação intensa de uma camada de alta renda que vem de fora e que está se tornando cada vez maior. MASSSS isso vamos focar no trabalho, ? Ele está engatinhando ainda.
Então, aqui vão umas fotos de uma daquelas áreas comuns e de encontro, entre casas e restaurantes que achei bem legais:
Adorei essa bagunça organizada da última foto. Várias caixinhas coloridas com garrafas dentro. Bem legal. E o gatinho bem lindo que estava ali escalando as coisas ao fugir da gente. haha A única caixa que era meio nojenta era a branca ali, cheio de restos de siri. argh.
Enfim, é isso por enquanto.


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